União Nordeste Brasileira

Falta sangue


Publicado por Péricles Dario de Almeida Barbosa da APE em 29/03/2012



A uma semana da páscoa, Hemope sofre com carência de todos os tipos sanguíneos nos estoques. Jovens adventistas prometem; vão regularizar os estoques!


            “Falta sangue. Hoje, não podemos dizer que é um ou outro fator que está mais carente. A verdade é que todos são insuficientes pra atender a demanda dos hospitais”. O depoimento da supervisora do Hemope, Josinete Gomes, determinou a criação de um desafio para os jovens da Igreja Adventista do Grande Recife: em um dia, regularizar o estoque de sangue da maior capital nordestina. E nada melhor do que usar as vésperas da páscoa para incentivar as doações. Por isso, o programa acontece no próximo sábado, 31, na sede do Hemope, das 08h30 às 17h.


             A mobilização faz parte da campanha Vida por Vidas, realizada pela Igreja Adventista em toda a América do Sul há sete anos. O programa foi lançado no último sábado, quando, só no Nordeste, em menos de oito horas, quase 2,8 mil bolsas de sangue foram arrecadadas. No Grande Recife, os jovens não se contentaram com apenas um dia de campanha e, por isso, voltam a sede do Hemope para mais uma campanha de doação de sangue.    


            “O nosso objetivo é fazer com que o Hemope alcance a quantidade de sangue pra regular o estoque, que atualmente é de 400 bolsas por dia, mas que está longe de ser alcançada com o fluxo normal de doações. No último sábado ajudamos a fazer isso e queremos repetir a dose!”, comentou o organizador do projeto em Pernambuco, pastor Péricles Barbosa. Durante todo o dia, aproximadamente 800 jovens devem passar pelo local. Além da doação de sangue, quem chegar a sede do Hemope no próximo sábado vai encontrar uma programação com louvores e meditações.  


            A uma semana da páscoa, a supervisora do Hemope, Josinete Gomes, acredita na campanha e conta com o apoio dos adventistas para regularizar o estoque que atende os hospitais públicos, privados e filantrópicos do Grande Recife. “Nesse período estamos muito carentes. Os nossos doadores regulares começam a viajar, e chegam os turistas. Aumentam os acidentes, aumenta a violência, e, com isso, também aumenta a demanda de sangue. Esse projeto da Igreja Adventista nos fortalece muito, pois estamos com um estoque bem deficitário onde faltam todos os tipos sanguíneos!”, ressaltou a supervisora.


Destaque Nacional


           O projeto Vida por Vidas no último fim de semana foi destaque em diversos veículos de comunicação. Veja a matéria da campanha realizada no Grande Recife exibida na última segunda-feira, às 19h30, no NT Vale (TV Novo Tempo), para todo o Brasil:


http://www.youtube.com/watch?v=b5dJ0XPT8U0&context=C4922b23ADvjVQa1PpcFOccgHwoHeo5CU56XwT_-HZKWprWblawow=


 


Entenda o projeto


           O projeto Vida por Vidas nasceu em 2005 e logo se tornou um programa da Igreja Adventista para toda a América do Sul. A campanha já somou mais de 300 mil doadores em oito países da América do Sul. O objetivo é suprir a demanda dos estoques de sangue nos hospitais e hemocentros, através do estabelecimento do hábito de doar sangue e também da conscientização de cada cidadão, quanto à importância de ser um doador regular.


           Além do sangue, o programa também convoca doadores de plaquetas e medula. “Entendemos a importância desse trabalho e sabemos que temos nas mãos a possibilidade de mudar essa realidade com um gesto de amor. Por isso, o nosso plano é trimestral. O doador não vem apenas uma vez, mas ele se compromete a doar em outros momentos desse ano. Nossa meta é alcançar pelo mil 1,2 mil bolsas de sangue esse ano, e casa uma delas é capaz de salvar até quatro vidas”, completa o coordenador do projeto na Grande Recife, pastor Péricles Barbosa.


Por que doar?


           O Brasil está dentro da margem orientada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no requisito “doadores de sangue e plaquetas”. Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, 1,9% dos brasileiros realizam doações com regularidade. O parâmetro recomendado pela OMS varia entre 1% e 3% da população como doadora assídua.


           Atualmente, na Grande Recife, constatamos 42 casos de pacientes que aguardam transplante de medula óssea, quando temos um dos únicos hospitais do Brasil referência para realizar o procedimento. Mas, na contramão, impedindo que esses transplantes aconteçam, temos um dos piores índices de doares do Brasil: apenas 3,9% dos cadastrados no programa nacional de doação de medula óssea são pernambucanos.  


Como posso doar?


           O sangue não se fabrica artificialmente, portanto não existe uma forma mais simples de salvar vidas. O organismo repõe o plasma em cerca de um dia após a doação e os demais componentes em algumas semanas. Homens podem doar a cada dois meses e mulheres a cada dois meses. Para doar sangue é preciso gozar de bom estado de saúde, estar alimentado, não ser portador de doenças transmissíveis, anemia ou hepatite, ter entre 18 e 65 anos e portar um documento oficial com foto no momento da doação.  


 


REPORTAGEM: Rebbeca Ricarte

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