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Adventistas se posicionam e denunciam violência contra a mulher

18 fevereiro 2010

Os dados são chocantes e clamam por um posicionamento urgente. Segundo estimativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Adolescência (UNICEF), um milhão de crianças, a maioria meninas, entra no comércio sexual cada ano. O Departamento de Estado Americano assegura que cerca de 800 mil mulheres são traficadas pelas fronteiras cada ano. Na África do Sul, sede da Copa este ano, 40% das mulheres disseram em pesquisa que seu primeiro relacionamento sexual não foi consensual. No Brasil, 70% das mulheres que denunciam violência sofrem agressões diárias.

O senso de urgência estende o tapete vermelho para a campanha End it Now (Pare Agora), uma iniciativa da Igreja Adventista contra a violência às mulheres. Segundo a ASN (Agência Adventista Sul-Americana de Notícias), trata-se de uma atitude para sensibilizar a população mundial sobre esse problema.

Lançada oficialmente em outubro do ano passado, a campanha inclui o recolhimento de assinaturas, começando neste sábado, dia 20 de fevereiro, em todo o Brasil e América do Sul. O objetivo global é que milhões de assinaturas (número de fiéis adventistas no planeta) sejam reunidas e entregues de maneira oficial à Organização das Nações Unidas (ONU).

No Brasil, a coordenação está a cargo de dois departamentos da sede sul-americana da Igreja Adventista, o Ministério da Mulher e a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA). Durante um mês, na maioria das congregações adventistas membros e simpatizantes poderão dar sua assinatura que servirá para chamar a atenção para o problema, solicitar a criação de novas políticas de proteção às mulheres e meninas e declarar publicamente que os adventistas agem para que essa violência acabe. Mundialmente, segundo estatísticas gerais, pelo menos uma em cada três mulheres experimentou repressão através do tráfico sexual, abuso doméstico, assédio sexual, difamação, mutilação genital, casamento infantil, abuso verbal ou emocional e demais formas de violência.

Segundo os coordenadores sul-americanos, Günther Wallauer e Wiliane Marroni, em todas as regiões brasileiras e em sete outros países sul-americanos a campanha de assinaturas deve acontecer durante um mês. Foi criado, inclusive, um site específico para a campanha em português (http://www.enditnow.org.br/).

Você e sua igreja podem fazer a diferença contra este abuso. Assista ao vídeo abaixo, e tome uma atitude para ser uma luz também contra a violência à mulher.

End It Now from Igreja Adventista on Vimeo.

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